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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Versos de uma menina __ 2007

Quero te bater,
Mostrar-lhe a minha dor.
Olha nos meu olhos
E verás como estou.
Agora não quero mentir
Serei só eu daqui pra frente.
Mas você...
Achei que seria...
Mas foi...
Não preciso explicar,
Você sabe, né ?!



Meu teto caiu mais uma vez.
Minha esperança eclodiu
Com os infinitos segundos,
Com os sentidos choros,
Com a tentadora decepção.
Por que ?
Me responde, por quê ?

Estou tropeçando na vontade,
No querer de querer.
Estou com medo de verdade
De por acaso te ver.



=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=




Percorro um caminho sem flores e música,
apenas o som estridente do meu peito.
Angustia ácida que se instalou em mim,
dúvida ingrata que talvez não tenha fim.
Não quero escolher, então por que não deixar como está ?
Minha consciência se mantém, mas não quero errar
e depois de alguns dias descobrir que estou sem ninguém.
Para os outros tudo é mais fácil
as respostas são simples e rápidas,
mas pra mim são sempre imprevisíveis e complexas.

Estou temerosa, mas só eu posso arrumar esta zona,
essa bagunça, essa página.

Enquanto isso me fecho e choro,
pois a água limpa a alma
e renova os sonhos.



=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=




Esses dois 'poemas' foram por mim resgatados de uma caixa onde guardo cartas, bilhetes e textos antigos... Talvez não tenham significado para muitos... e talvez sejam considerados ruins... mas digo que não estão sendo postados para serem julgados e sim para serem um compartilhamento com você, leitor, de um mundo confuso e infantil que um dia pertenci e que um dia foi meu...

Maíra Brum.

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