Motivada por essa onda de protestos dando resultados eu relembrei de adultos que sempre me falavam de uma geração acomodada, uma geração que só queria saber de ficar em frente a TV, ao computador ou mexendo no celular e que comendo porcarias nem tentavam se passar por rebeldes sem causa.
Eles falavam sem muito carinho da geração que não passou pela Ditadura nem sentiu na pele o Impeachment do Collor. Nascidos no fim da década de 1980 (variando essa marca) em diante.
Citavam sobre a geração que se perde em mundos virtuais e deixa pra depois a vida real.
"Jovens sem gosto pela luta, sem consciência política, sem lenço nem documento, muito menos força de vontade". Ao menos era assim que éramos pintados.
E me deparando com cartazes de frases diversas eu gostaria de deixar claro que não adianta colocar "Mentos" na Coca-Cola, pois nós não somos a geração retratada na música de Renato Russo. Somos os filhos dela.
Nós não somos só gás como nossos pais foram taxados. Nem vivemos apenas de ameaças. Somos a profecia das "crianças derrubando reis."
Nós não somos só gás como nossos pais foram taxados. Nem vivemos apenas de ameaças. Somos a profecia das "crianças derrubando reis."
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| Nativos Digitais |
Nós que mergulhados em páginas, grupos e sites formamos parte de nossa personalidade escrevemos com nosso toque um novo rumo.
E se aos olhos deles nós éramos seres inanimados o susto foi imenso ao ver nossa mobilização. O gigante já andava se espreguiçando por entre números binários e imagens compartilhadas. Só faltava a ele ganhar as ruas. E assim se fez.
Agora eu posso contar de um momento passado em que falaram mal da minha geração que hoje faz história.
E aqueles que criticavam sabem que falavam dos Nativos Digitais que estão fazendo mais que a dita Geração Coca-Cola.
Maíra Brum.
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