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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Minha Geração: Nativos Digitais

    Motivada  por essa onda de protestos dando resultados eu relembrei de adultos que sempre me falavam de uma geração acomodada, uma geração que só queria saber de ficar em frente a TV, ao computador ou mexendo no celular e que comendo porcarias nem tentavam se passar por rebeldes sem causa.
    Eles falavam sem muito carinho da geração que não passou pela Ditadura nem sentiu na pele o Impeachment do Collor. Nascidos no fim da década de 1980 (variando essa marca) em diante. 
    Citavam sobre a geração que se perde em mundos virtuais e deixa pra depois a vida real.
    "Jovens sem gosto pela luta, sem consciência política, sem lenço nem documento, muito menos força de vontade". Ao menos era assim que éramos pintados.
    E me deparando com cartazes de frases diversas eu gostaria de deixar claro que não adianta colocar "Mentos" na Coca-Cola, pois nós não somos a geração retratada na música de Renato Russo. Somos os filhos dela.
    Nós não somos só gás como nossos pais foram taxados. Nem vivemos apenas de ameaças. Somos a profecia das "crianças derrubando reis."


Nativos Digitais



    Nós que mergulhados em páginas, grupos e sites formamos parte de nossa personalidade escrevemos com nosso toque um novo rumo.
    E se aos olhos deles nós éramos seres inanimados o susto foi imenso ao ver nossa mobilização. O gigante já andava se espreguiçando por entre números binários e imagens compartilhadas. Só faltava a ele ganhar as ruas. E assim se fez.

    Agora eu posso contar de um momento passado em que falaram mal da minha geração que hoje faz história. 
    E aqueles que criticavam sabem que falavam dos Nativos Digitais que estão fazendo mais que a dita Geração Coca-Cola.






Maíra Brum.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Não, eu não vou a Copa.

sábado, 8 de junho de 2013

E se eu me entregar ? (dois em um)

    E se a frase que intitula essa postagem me diz muito, nada mais justo que escrever dois textos.
    Nada mais justo que agradecer a inspiração tão inesperada e confessar que ao meu ver se entregar é um doce veneno e um concentrado antídoto.



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 Você abre seus olhos, dá um "Bom Dia" ou seu silêncio ao mundo e inicia mais um pouco de caminhar.
    Você sente que seu corpo e sua personalidade querem e pedem mais, mas lhe trancaram tanto dentro de si que liberdade é algo que não sabe se existe.
    E de topadas em topadas. De insegurança em insegurança você segue sua trilha.

    Você sabe muito bem o que dizem por aí sobre ser pleno: "Se entregar é besteira, só traz prejuízos e arrependimentos".
    E a cada novo horizonte e oportunidade que brilha somos desencorajados, somos postos em um estado de medo. Somos sujeitados a superficialidade segura.
    Mas e se nós nos entregarmos indo contra as vozes escondidas e incubadas ?
    E se eu pensar que na minha vez vai ser diferente e eu chegarei onde almejo ?

    Seja na profissão, seja na família, seja no amor ou na vida por completo. Talvez seja válido se jogar sem olhar pra trás e sem se preocupar com a distância até o chão.



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   Eu tenho faixas que atam minhas mãos e pés. Faixas que me prendem, me poupam, me reduzem, me salvam e enclausuram em ações pequenas, olhares furtivos, toques rápidos.
    Eu sigo com personalidade arredia e a cada nova tempestade limpo com cuidando cada fio e linha na tentativa de não deixar minhas faixas mais entranhadas do que já estão. Eu cuido delas.
    Minhas faixas são parte de mim, mas quem sabe talvez você saiba aliviá-las. Quem sabe você que as olhou de forma tão atenta possa afrouxá-las com carinho e soltando alguns nós me fazer caminhar melhor.
    Quem sabe com paciência você me livre dessa rotina que já pensava ser a única pra mim e me mostre como é diferente me expressar de forma ampla, de forma plena, sem restrições.
    E eu penso que gostaria que fosse você a me dar o sentido de liberdade mesmo que fosse para simplesmente roubá-lo depois de me conquistar.
    E eu penso que seria ótimo se você com zelo pusesse abaixo todas as barreiras e me deixasse enxergar melhor o mundo que habito.
    Eu tenho faixas e as chamo de Medo, as chamo de Frustrações Anteriores, as chamo de Insegurança  e quando estou em paz com elas as denomino apenas como Cuidado.
   Eu tenho faixas, mas penso que poderíamos cortar nossas tão pessoais amarras, colocar os tecidos puídos em uma caixinha de segurança e enfim nos entregar.














_ Maíra Brum