http://www.youtube.com/watch?v=PizNex3ldmU _ Olhos nos Olhos _ Chico Buarque
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Não havia como pensar que não era você. Um jeito de andar e um corpo que eu vivi e amei por um tempo que não se determina. Um jeito de olhar que nunca passaria desapercebido a mim, ao meu medo, aos meus dias que sempre me deixaram a dúvida de como seria lhe rever.
Um sonho não programado me trouxe você e me forçou a refletir.
O tempo passou, eu provei de outros gostos, desgostos e alegrias mais plenas do que as que vivi com você.
E hoje eu (acho que) te perdoo.
Te perdoo por ter lutado de uma forma obscura por nosso amor, por ter manchado um pouco do meu jeito romântico que antes era tão puro.
Te perdoo por ter me ferido com palavras avulsas e ter tentado curar essas marcar com uma paixão que não me dava vida, me fulminava.
Te perdoo por achar que era meu dono, sem perceber que eu te queria como um amor, como um amigo, como um homem.
Te perdoo por me trair de pequenas formas, por se vingar por pequenas coisas, por ter minado o que nós tínhamos.
Mas para te perdoar eu precisei durante dias entender que o perdão devia ser a mim. Então...
Eu me perdoo por ter me deixado levar de uma forma que a palavra era apenas tua e o relacionamento era apenas teu e não nosso.
Eu me perdoo por ter deixado calada tantas miúdas mágoas que me corroíam e depois aquietavam pelo prol do nosso relacionamento.
Eu me perdoo por tê-lo mimado, por tê-lo compreendido em excesso e por não ter tido iniciativa para lhe mostrar que sua pretensão não tinha nenhum embasamento se não o seu ego elevado.
Eu me perdoo por não ter ouvido aqueles que de fato me amavam e me viam perder o brilho a cada dia.
Eu me perdoo por ter dado um basta, mas por fraqueza ter permitido uma segunda tentativa.
Mas mais ainda...
Eu me perdoo por ter pensado algum dia que aquele tipo de amor era o que eu precisava.
E me perdoando para nos perdoar eu perco o medo de um dia lhe ver na vida real. De um dia cruzar com teu olhar em uma esquina de um dia normal onde eu não espere nenhuma surpresa. Eu perco a raiva, eu perco a mágoa e perco a insegurança de me entregar maravilhosamente (de forma mais sábia) a outra pessoa.
Nos perdoando eu me dou uma nova chance, eu me permito um caminhar mais leve, pois hoje eu deixo no passado o que passou.
E você passou.
Até nunca mais ou até breve, JS.
_Maíra Brum
Chico diria:
ResponderExcluir"Olhos nos olhos, quero ver o que você faz...
ao sentir que sem você eu passo bem demais"
E sigamos e perdoemos... não necessariamente nessa ordem, né?!