Mas foi exatamente isso, depois que se foi em parte eu perdi meu rumo.
Eu cresci, eu amadureci. Sim, depois que se foi eu me tornei mais mulher, mas em mim ainda chora a menina que perdida em tantos turbilhões não tem mais um lar.
Você levou todo o meu sentido de aconchego e deixou todo o vazio dessas paredes recém pintadas.
Busquei até me vestir de ti, me fantasiar e recriar uma realidade onde eu fosse mais você e por conta disso me sentisse mais segura e completa .
Mas eu não sou seu clone e suas roupas em mim ficam grandes e largas.
E se eu corro da tua falta algo em mim me delata e a saudade me encontra e toma de súbito trazendo incontroláveis lágrimas.
E se eu faço do meu dia uma rotina intensa para eu não ter tempo de pensar, em algum inspirar uma lembrança vem e me desestabiliza.
Recordar você é uma surpresa que magoa.
Aceitar que me faz falta é uma luta diária com meu orgulho e sentido de auto-suficiência.
Eu largaria minha pose de princesa pela dependência do teu olhar.
Mas você já não olha mais do modo que eu queria. E cada vez eu sinto mais o peso da distância.
Me sinta onde estiver. Aqui embaixo há uma mulher, uma menina, a tua filha que te ama com todas as forças.
_ Maíra Brum
Lindo texto.
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