Para ouvir :
Bandolins _ Oswaldo Montenegro
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Caminhava descalça, despretensiosa, com um leve sorriso no rosto olhando aquele mundo que tanto amava a sua volta a lhe envolver e proporcionar alegrias pequenas e completas.
Caminhava sem esperar muito, sem pedir nada. Os sorrisos que ganhava retribuía, não levava nada consigo.
Na verdade só queria doar. Doar seus movimentos, liberar a tristeza que habitava em si, que provocava um vazio que não se denominava.
Até...
Até que seu peito sofreu com a ansiedade de um olhar que não cessava.
Até que se viu em uma situação que não imaginava. Alguém em meio a tantos outros olhava e parecia querer estar com ela.
Nem todos os pedidos de calma que fez para si bastaram. Nem todos os esforços para não procurá-lo surtiram efeito.
Por um instante fugindo do seu mundo real ela quis aquele mundo que pensava ser de brincadeira.
Instituiu: "O brincar não machuca" e entrou na roda.
E a cada passo ela o tinha e se não o tinha o chamava.Com seu olhar.
E nesse jogo sem palavras, nesses giros de saias, nesses gestos. Algo pequeno e modesto se fixou.
"Como entender certas voltas que o mundo dá e certas esquinas em que nos esbarramos com especiais pessoas ?
Como explicar toda essa necessidade, todo o carinho imenso, todo esse querer fulminante ?"
Dos olhares, os beijos.
Dos passos, os abraços.
Das palavras, as surpresas.
Dele, um algo que não se traduz ou domina.
Caminha, dona moça, agora sem saber onde vai chegar.
Caminha, pois a entrada encanta, pois a companhia lhe chama.
Caminha com fé, com força, com carinho para dar.
Segue tua intuição, seja sincera com teu peito, mostre a si e a ele do que é capaz.
Caminha sem ser curiosa, deixa a curva lá na frente, deixa o medo lá pra trás.
_ Continua ?
_ Maíra Brum
Esse texto reflete muito de vc, sem dúvida! Eu gostei! Paty!
ResponderExcluirAqui repousa o belo! Continua?!
ResponderExcluirObrigada Marcelo, e sim, espero realmente que continue
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