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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Depois de "Somos Tão Jovens"

Cartaz do filme




    Eu estou com cheiro de cigarro, de bebida e bagunça. Um cheiro forte de vontade, cheiro de desejo, de sonhos e paixões exalando. E junto desse cheiro apertou em meu peito um coração que dessa forma não pulsava.
    Me mostraram tua história, tuas escolhas, teus ocultos amores e sua música.
    E através de cada película eu lembrei um pouco mais de mim. Um pouco da pequena que cresceu ouvindo suas letras por conta do gosto de seus familiares que vivenciaram os famosos "Anos 80". Um pouco da recém-adolescente que tinha planos e quereres tão especiais e esperança indestrutível.
    E tudo que era incompreensível e tão distante se tornou real.
    Eu sai daquela sala de cinema querendo muita mais da vida e menos de mim. Ou mesmo querendo muito de atos despretensiosos, em paz e felizes meus e esperando menos cobrança, julgamento e mentiras da vida.
    Difícil conter. O momento é de revolta!
    Uma revolta interna, uma mudança de atitude. Na verdade ATITUDE é a palavra que define todas as coisas.
    E naquela noite de poltrona e pipoca percebi a necessidade  de não sentir mais necessidade de nada. Ao menos o "nada" que não me faz bem.

    Eu digito rápido, com força e um ar de mulher.
    Ar de quem sabe o que quer e não vai mais se negar a ser plena.
    De quem pensa que "Ainda É Cedo" e que é muito jovem para deixar de viver todas as coisas.





Trecho de  "Baader-Meinhof Blues"  (Legião Urbana) 









_ Maíra Brum.

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