Páginas

domingo, 3 de novembro de 2013

Meus 20 e poucos anos

    Minha infância talvez tenha sido um tanto quanto boa, repleta de amor, carinho, brincadeiras que marcavam a pele, castigos que duravam eternidades, passeios em família que preenchiam de descobertas todos os minutos, festas que eram aproveitadas até os últimos segundos, gostos que se transformavam a cada contato, vontades efêmeras e uma curiosidade nata.
    Minha adolescência talvez tenha sido um tanto quanto bem vivida com os primeiros e desajeitados namoros, com o medo das iniciais e grandes escolhas, com o prazer sendo vivido de forma mais intencional, com conversas que tomavam um novo tom, com teimosias e achismos tão fortes e presentes, com erros mais sérios e vitórias que traziam um reconhecimento esperado.
    Mas um fato para mim é que não sigo a linha comum dos que olham para trás e gostariam de reviver as fases maternais ou 'inconsequentes", dos que se olham no espelho analisando seu caminho e gostariam de voltar ao colo e aos dias onde não tinham preocupações nem compromissos.
    Eu na verdade sinto em mim que a melhor fase de mim é o agora ou mais especificamente falando: os meus Vinte e Poucos anos.

=-=-=-=

    Você bem que poderia estar ao meu lado e compartilhar desse caminho comigo. Um caminho do qual não tenho muita certeza, mas também não tenho muito medo, pois mesmo sem conseguir mensurar as luzes vibrantes no fim da estrada eu sei que elas me esperam e eu sigo com essa certeza incerta.
    Mas não faz mal, talvez você ainda não tenha amadurecido algumas ideias e enquanto você para eu corro. E enquanto você se fecha eu me expando. E enquanto você teme quebrar a cara eu rio com vontade e imensidão na cara do perigo.
    Pois no fim das contas, meu amigo (a) eu tenho meu caminho para modelar de acordo com meus desejos e se me falam que a vida é pra ser batalhada, pra ser suada, pra ser valorosa, adulta e sofrida eu me afasto um pouco desse mundo visto com lentes preto/branco e provo com equações, poesias, estatísticas e dança que não há nenhum decreto que me force a crer que meus pesares e desafios não possam ser vividos de forma consciente, leve e feliz.
    Feliz por ser aprendizado, feliz por ser algo que marca, mas que não irá me matar. Feliz porque eu sinto em mim que a vida é muito e muito pouco para se perder tempo com o que é medíocre e sem significado.
    Feliz, leve e consciente por ser vida, por ser minha, por ser plena enquanto durar.

    E eu dou mais um passo nessa fase (?) deliciosa.
    Achando graça de mim, percebendo o mundo cheio de graça e dando graças por tudo.


Parabéns para mim !


    "Você já sabe, me conhece muito bem e eu sou capaz de ir e vou muito mais além do que você imagina.
      Eu não desisto assim tão fácil, meu amor, das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz.
      Na vida tudo tem seu preço, seu valor e eu só quero dessa vida é ser feliz."






_ Maíra Brum.


Nenhum comentário:

Postar um comentário