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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dá pra relaxar ?

    Nós (eu e você) possivelmente vivemos numa rotina complicada e corrida que envolve medos, desejos, direitos e deveres. Possivelmente achando que sabemos muito de nós mesmos e que estamos conectados fielmente a linguagem de nosso próprio corpo, mas amigo (a), eu lhe digo: "Engano clichê o nosso!".
    E eu que pensava carregar a tranquilidade em mim fui acometida por uma epifania as 8:20 de uma manhã calorosa. Percebi que o leve me agonia momentaneamente e compreendi que a tempos eu apenas me via, mas não me olhava.
    Carregar peso e lidar com pesares tem se tornado tarefa fácil para nós, mas mais ainda, têm se tornado tarefa procurada por nós.
    Pergunto-te: você acha estranho quando sua bolsa/mochila está "leve demais" ? Ou mesmo acha estranho quando tudo está dando "certo demais" pra ti em qualquer instância da sua vida?
     Se respondeu "SIM" a algumas das perguntas deve ter entendido o que quero passar. Andamos tão acostumados a carregar um peso que quando nos deparamos com a leveza instantaneamente ficamos um pouco assustados. Achamos que há algo de errado e acabamos assim ou saindo com a sensação de falta ou acrescentando coisas desnecessárias a nós (mais livros na bolsa, mais dúvidas na cabeça, mais quinquilharias na mochila, mais pensamentos pra mente, ...) para nos sentirmos completos.
    Como que se nos armar pra tudo nos tornasse preparados.
    Ser tenso se tornou uma condição natural a alguns humanos, mas sinceramente não precisa ser assim. Se permita deixar de lado o peso extra e nocivo. Se permita ombros leves, pernas dispostas e descansadas e uma coluna íntegra. Se permita curtir bons momentos e viver pequenas e grandes alegrias. Se permita crer que tudo está dando certo, pois é para dar certo e PONTO.
    Deixa o excesso em casa, ou melhor, não deixa em nenhum lugar, simplesmente o queime, o apague, o anule.
    Torne as dúvidas motivação para o encontro das certezas e pare de viver curvado enquanto poderia simplesmente estar encarando de frente e de peito leve e aberto a vida.




_Maíra Brum

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